O TEP é uma estrutura residente no Teatro Campo Alegre, no âmbito do programa Teatro em Campo Aberto, e apoiada pela Câmara Municipal do Porto.

Ruído

Gonçalo Amorim, TEP

O ruído é geralmente algo que prejudica. Numa imagem, os objetos que nos distraem “fazem barulho”. Numa melodia, o ruído é um som desarticulado. E no dia-a-dia podemos perder o fio de uma conversa ou de uma leitura se o barulho nos rodeia. Mas há alturas em que o barulho é mais: uma ameaça, um ataque, um perigo. É assim que se concebe em Ruido, uma obra de Mariana de Althaus (autora peruana) que foi encenada pela primeira vez em 2006, e que agora o TEP estreia pela primeira vez em Portugal.

Em que ano a peça acontece? Em 1988, durante o primeiro governo de Alan García, e onde acontecem os acontecimentos? Num bairro de classe média da cidade de Lima no Peru. Qual o contexto? Um momento da história do Peru em que Sendero Luminoso, estava particularmente activo.

Quinze minutos antes do toque de recolher, uma mulher chega a casa da sua vizinha para se queixar do barulho que lhe está a fazer soar o alarme. Algumas conversas e imprevistos inconvenientes farão com que a mulher seja forçada a passar a noite trancada numa sala em que verifica como cada um dos membros da casa (a mãe exagerada, a filha antissocial e o filho punk) fogem do ruído à sua maneira, cada uma mais curiosa que a anterior. Seja com vinho, temperamento de rocha ou ilusões alienígenas, os personagens desta casa criam mundos em que podem refugiar-se para esconder o estrondo que persegue a sua tranquilidade. À primeira vista parecem loucos, mas basta perceber que têm medo de nos fazermos uma pergunta: não estarão a fazer-se de loucos? Estão mesmo chateados ou só querem ignorar uma verdade que não querem enfrentar?

  • Texto: Mariana De Althaus
  • Encenação: Gonçalo Amorim
  • Tradução: Maria João Machado
  • Interpretação: Bernardo Gavina, Maria Jorge, Patrícia Gonçalves e Tânia Dinis
  • Vozes: Jaime Castelo-Branco, Joana Mesquita, Pedro Almendra, Tomé Nunes Pinto
  • Cenografia e figurinos: Catarina Barros
  • Assistência de cenografia: Inês Vilas Boas e Nuno Encarnação
  • Assistência de figurinos: Inês Vilas Boas
  • Desenho de luz: Cárin Geada
  • Sonoplastia: Lea Taragona
  • Direção de produção: Patrícia Gonçalves
  • Assistência de produção: João Vaz Cunha
  • Assessoria de comunicação e imprensa: Bruno Moreira
  • Imagem: Marta Ramos
  • Redes sociais: Inês Vilas Boas
  • Coprodução: Teatro Experimental do Porto e Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery
  • Agradecimentos: João César Nunes, Ana Maria Fernandes
  • O TEP é uma estrutura financiada pelo governo de Portugal/Ministério da Cultura/Direção-Geral das Artes e apoiada pela Câmara Municipal do Porto.

Duração: 90 min.

Classificação etária: M/12

Preço: € 7,5


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